Verdades sejam ditas

Uma vez que as pessoas com quem mais me importo passam a destacar, em mim, aqueles 'defeitos' que têm estado cada vez mais transparente com o tempo e situações pelas quais eu venho passando desde então, uma decisão tem de ser tomada. E não cabe a eles tomar essa frente, não dessa vez (Ou talvez em nenhuma outra), pois eu tenho um cérebro para pensar e um coração para sentir cada dor ou prazer que, com toda a certeza, estarão me esperando ao longo deste rumo.

A verdade é que, por todo esse tempo, eu tive (E ainda tenho) medo do que iria ver nos olhos das pessoas quando apontasse a elas minhas armas, minhas palavras. Talvez isso tenha chegado a um ponto tão alarmante que essas palavras, tais e quais deveriam servir de escudo para o meu ego, se voltaram para mim. Eu tive medo das minhas próprias armas, um medo irracional de mim mesmo. Acostumei tanto a ser um certo tipo de pessoa que deixei os fatos passarem diante de meus olhos, os negligenciei porque pensei que poderia viver bem até meus últimos suspiros sendo aquele que todos costumaram a ver.

E nesse embalo eu fui pego desprevenido por um golpe de marca maior...

"Abro bem a boca
Puxo o ar com força e nada acontece
Tá tudo travado, ficou complicado
Daqui a pouco estouro feito um balão
Se o ar que vem do meu pulmão não é suficiente
Eu tô sufocando, preciso falar
Tá tudo tão rarefeito e eu longe de ser perfeito"


Abdiquei dos meus olhos para não ter que encarar os meus temores. E ainda dizem que o que os olhos não vê, o coração não sente... Talvez não seja tão verdade. Além de mudo, fiquei ignorante justamente no momento em que fatores externos exigiam mais de mim.

Se vocês não estão entendo nada até aqui, não se inquietem; nem mesmo eu estou entendendo, pelo menos acho que não.

Chega a ser egraçado. Vocês sabiam que eu tenho medo do escuro ?
 

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